Produtores de bovinos de corte da Serra aderem à programa de gerenciamento do Senar

A diretoria do Sindicato Rural de Lages comemora a adesão de mais 15 produtores rurais associados, ao programa de Assistência Técnica Gerencial (ATeG), implantado em Santa Catarina pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Trata-se de um modelo de gestão que alia a adequação tecnológica e a consultoria técnica e gerencial às propriedades rurais. Os novos integrantes se juntam a um grupo formado há dois anos, de 30 produtores. Um outro grupo de 45 já está sendo assistido há três anos. “Agora são ao todo, 90 produtores associados ao Sindicato que fazem parte do programa que está revolucionado a produção de bovinos de corte, e outras sete áreas de ação dentro do Estado”, disse o presidente da entidade, Márcio Pamplona.
O 1º vice-presidente de Finanças da Federação de Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Antônio Marcos Pagani, esteve presente no ato de adesão dos produtores. Como estão aderindo agora ao programa, os produtores ouviram dele e do técnico Luiz Henrique Correa, todas as explicações sobre o programa. Conforma Pagani, o experimento deu certo. Santa Catarina, atualmente, contempla 48 grupos em 23 municípios. A meta, em curto prazo é atender 1,5 mil produtores; seguir organizando as propriedades num modelo empresarial, e fazer da pecuária de corte um negócio extremamente rentável”, salienta Pagani.
Santa Catarina possui cerca de 5 milhões de cabeças de gado, mas segundo Pagani, é preciso ampliar, pois, o Estado ainda importa cerca de 50% para atender a demanda. Pelo programa ATeG, em dois anos, mais de 50 mil vacas já foram inseminadas, com resultados próximos de 80% de prenhez. “Para alcançarmos o objetivo, nós produtores, precisamos seguir trabalhando com genética de ponta, produzindo mais, e com qualidade. O programa deu tão certo que já está atraindo atenção de outros estados”, afirma.
Tanto o Senar, como a Faesc e os Sindicatos Rurais têm o compromisso com a assistência. Nos dois primeiros anos, os técnicos visitam as propriedades todos os meses. Depois, numa segunda etapa, a cada 60 dias. Porém, qualquer dúvida pode ser tirada através dos grupos de WhatsApp. “A ferramenta auxilia constantemente àqueles que precisarem de qualquer atendimento, de maneira semipresencial”, finaliza Marcos Pagani.

Comunicação/Paulo Chagas

Compartilhe

Escreva um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *